domingo, 1 de dezembro de 2013

Desespero toma conta.

Aécio pede cabeça de Cardozo por não ter engavetado o propinão tucano dos trens

É muita cara-de-pau e abuso de impunidade por serem tucanos. Aécio Neves, na condição de senador e presidente do PSDB, pediu explicações do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por ele ter enviado à Polícia Federal as denúncias que recebeu sobre o recebimento de propinas pela alta cúpula tucana.

Outros tucanos foram além e cobraram até a demissão do ministro. Cardozo respondeu que indícios de crimes, sejam de tucanos ou não, precisam ser apurados. Se ele engavetasse denúncias, estaria prevaricando.

A coisa começou com o então deputado estadual por São Paulo, Simão Pedro (PT-SP), recebendo denúncias e documentos dos escândalos sobre o propinão tucano nos trens, desde o escândalo da Alstom.

O deputado tentou várias vezes abrir CPIs para investigar. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) usou seu rolo compressor na Assembléia Legislativa para impedir a abertura da CPI da Altom, da Siemens e qualquer coisa semelhante. Engavetou as investigações.

Simão Pedro e seus colegas petistas encaminharam várias da denúncias para o Ministério Público Estadual e Federal. Os dois órgãos também não tiveram uma atuação condizente com a gravidade das denúncias. Na Suíça já há autoridades dos governos tucanos condenados por lavagem de dinheiro e aqui a coisa mal está começando. O Procurador da República De Grandis está sendo até investigado pelo próprio Ministério Público, pois teve investigações em suas mãos que ficaram engavetadas.

O que os tucanos queriam? Que a Polícia Federal também engavetasse as denúncias?

Propinão tucano!!

Propinão tucano: Denúncia entregue à PF aponta propina em contratos em vigor do Metrô de SP



O documento produzido pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer e entregue à Polícia Federal em junho afirma que houve formação de cartel em mais quatro contratos firmados pela empresa com o governo de São Paulo. Em maio, a multinacional alemã já tinha apontado ilegalidades em outros cinco na autodenúncia feita ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os quatro contratos, para reforma dos trens das Linhas 1 e 3 do Metrô, ainda estão vigentes.
A Polícia Federal e o Ministério Público apuram se o cartel, que segundo a Siemens durou de 1998 a 2008, atuou para além do que alega a própria empresa.

Rheinheimer é um dos seis executivos da multinacional que assinaram o acordo de leniência com o Cade. Ele trabalhou por 22 anos na empresa alemã, que deixou em 2007, quando ocupava o cargo de diretor da divisão de transportes.

Os contratos citados por ele no relatório hoje anexado a um inquérito da Polícia Federal somam R$ 2,2 bilhões em valores corrigidos. Eles foram celebrados em 2008 e 2009, durante o governo José Serra (PSDB), e têm duração de 68 meses.

Além da Siemens, as empresas Alstom, Iesa, Bombardier, Tejofran, Temoinsa, T'Trans e MPE foram contratadas para reformar 98 trens das linhas 1 e 3 do Metrô. Eram quatro consórcios, e cada um ficou com um lote - houve uma única proposta por lote.

Rheinheimer escreveu ter sido informado sobre a presença do cartel nesses contratos por Ronaldo Moriyama, ex-sócio da MGE Transportes, empresa suspeita de ser uma das rotas da propina paga pela Siemens. Segundo investigadores, a multinacional subcontratava a MGE, que sacava a propina em dinheiro em valores sempre abaixo de R$ 10 mil.

E ainda dizem que não é político.

Com novo juiz, Barbosa escancara viés político do julgamento da AP 470


O deputado tucano  Raimundo Ribeiro e seu filho, o juiz, Bruno Ribeiro

Barbosa escolhe filho de dirigente tucano, que também é braço direito do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, para 'cuidar' dos petistas

O ministro Joaquim Barbosa continua tomando decisões com forte viés político no julgamento da Ação Penal 470, o chamado caso mensalão. Neste fim de semana, Barbosa retirou a execução penal dos sentenciados das mãos do juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP), Ademar Vasconcelos, e nomeou o substituto Bruno André Silva Ribeiro.A motivação óbvia: aplicar rigor máximo na execução das penas a José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares.Imagine se Genoino fosse do PSDB e o juiz, filho de um deputado do PT. O parentesco seria motivo de debates, denúncias e achaques nas colunas políticas de jornais, revistas e noticiosos do rádio e TV. Imaginem o que diriam Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor e tantos outros "grandes" da mídia tradicional.

Nova concepção e novos desafios para o PT nacional.

Os desafios do PT numa nova concepção de frente

Por Tarso Genro (*) - No momento que o PT discute o seu futuro e de certa forma os demais partidos do campo da esquerda discutem-no também – tanto em relação ao processo eleitoral do ano próximo, como em relação às estratégias para o próximo período – quero sugerir que o meu partido faça o seu debate de uma forma não tradicional. Não agende o seu discurso a partir de temas relacionados exclusivamente às divergências internas que nos preocupam, mas também – e principalmente – a partir da composição de um bloco de forças econômicas e políticas que podem apoiar uma nova fase do processo da “revolução
democrática”, em curso no país: os trabalhadores, os setores médios democráticos, os assalariados em geral, a juventude progressista, os homens e mulheres trabalhadores do campo e os setores empresariais, para os quais o aumento de renda dos mais pobres e as encomendas e investimentos do Estado significam incremento na sua atividade comercial a industrial.
Qualifico como “revolução democrática” o processo concreto em que -independentemente da nossa vontade ou vocação política – não está em jogo a propriedade dos meios de produção, mas o seu desenvolvimento para maximizar renda e emprego. Não está em jogo a destruição do Estado, mas a sua reforma democrática no sentido de combinar democracia direta com a representação política, para a funcionalidade da representação da Constituição de 88; não está em jogo qualquer “expropriação” de meios de comunicação, mas a sua democratização e utilidade social; não está em jogo a possibilidade de “golpes” de força contra a Constituição de 88, mas a sua degradação progressiva, pela captura das instâncias da política pela força normativa do capital financeiro, que degrada aquela esfera e a utilidade dos partidos.
Sustento, portanto: o que está em jogo no país é a hegemonia sobre o projeto democrático moderno, cujo reflexo na estrutura de classes da sociedade e no comportamento dos agentes políticos – dentro do Estado e fora dele – é que vai determinar o fundamentos do nosso futuro: o futuro próximo, que refere aos níveis de coesão social e de igualdades -desigualdades, sociais e regionais; e o futuro mais remoto, que refere ao tipo de sociedade pós–capitalista e pós-socialismo real, que iremos construir.
Não está em jogo, finalmente, uma ruptura forçada do sistema político, mas a possibilidade da sua reforma, cuja negação, aliás, pode nos levar a uma situação-limite, com a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Esta questão da reforma política é, assim, tanto uma questão de “forma” (reforma feita com maior ou menor participação popular), como de “conteúdo” (reforma que será esvaziada no sistema atual dominado pelas forças conservadoras). É para estes desafios que precisamos nos preparar, em conjunto com as demais forças de esquerda e progressistas do país, que estão “espalhadas” de maneira não uniforme em diversos partidos políticos.
É o desafio que nos impele a retomarmos a condição de “partido de movimento” e “de governo”, localizando as alianças – tanto no Estado como na sociedade civil – a partir das demandas que já estão nas ruas e que os governantes locais e regionais não tem meios para solucioná-las de maneira adequada. As demandas mais sentidas dos trabalhadores e da juventude são as vinculadas principalmente ao transporte coletivo nas grandes regiões metropolitanas, à saúde, à educação pública de qualidade e às tarefas da reforma agrária, através de um programa para zerar os acampamentos dos “sem terra” e desenvolver uma política audaz de qualificação da produção e da distribuição da agricultura familiar-cooperada, em todo o país.
Os dez anos dos governos Lula e Dilma estão promovendo um ascenso de massas a um consumo digno que não tem paralelo na história do país. Milhões de crianças deixaram de morrer de fome, milhões de trabalhadores passaram a viver melhor, milhões de agricultores melhoraram muito a sua vida, milhões de famílias pobres passaram a ter filhos na universidade e passaram a ter moradias minimamente dignas. Estes fatos históricos, na verdade, só não comovem a alta classe média de direita e a pequena burguesia radicalizada no economicismo.
São dois grupos sociais que não levam em consideração – nas suas estratégias anti-Lula e anti-PT – o que é uma família não ter condições de dar alimento para a suas crianças, pela manhã, e sabê-las dormindo com fome, depois, nas longas noites da miséria. Este “concreto” de “muitas determinações” na esfera da política, é que lhes isola nas lutas de “categoriais”, sem qualquer vínculo com o povo real: tanto o tucanato da classe média alta, como as lideranças esquerdistas, por motivos diferentes, ficarão com escassa influência no próximo período de luta eleitoral, se não apresentarem alternativas concretas e reais para responder ainda mais profundamente a estas necessidades do cotidiano.
Mas a questão, para nós, é outra. É que estes avanços não bastam. E, mais ainda – como diria Drummond – “meu nome é tumulto e escreve-se na pedra”: se não avançarmos haverá retrocesso nestas políticas minimamente decentes de distribuição de renda e qualidade de vida. Aquilo que Lula chama de “elites” – e com isso sempre irrita a direita mais conservadora – já está à espreita para buscar novas alternativas, que sensibilizem a sociedade com apoio da “grande mídia”. Ela faz este trabalho, em nome de uma “moralidade”, especialmente seletiva para proteger os seus aliados, combinada com a defesa da “contenção das despesas públicas” e com a propaganda da “desconfiança” dos agentes econômicos na economia, numa verdadeira cruzada pelo retrocesso.
Penso que, atualmente, a matriz material de todas as disputas de importância no cenário nacional, é a mesma do cenário global: como refinanciar o Estado, para dar curso ao poder “de fato”, que o sistema financeiro global exerce sobre todas as instituições do Estado (de parte dos controladores do capital financeiro); e, de outro lado, como refinanciar o Estado para fazê-lo mais Estado Público e menos Estado Administrador da dívida pública (de parte da esquerda que aceita governar dentro da democracia). Este conflito tem muitas peculiaridades, determinações locais e nacionais, mas é da sua resolução que as forças políticas em conflito sairão, mais ou menos fortes, para os embates do próximo ciclo democrático.
Compor um programa, para a próximo período, para fazer este refinanciamento, que tenha, ao mesmo tempo, apelo político de massas e capacidade de implementação com fortes laços na esquerda política do país -chamando para a Coalizão o centro progressista e democrático- é a grande tarefa que deve refletir no processo eleitoral de 2014. Um novo CPMF para a Saúde e o Transporte, um Imposto sobre as grandes fortunas, fortes políticas de subsídio à inovação e às novas tecnologias, um amplo Sistema de Participação Cidadã, na produção de políticas públicas, são alguns dos itens que a esquerda democrática deveria oferecer à candidata que pode nos unir a uma ampla maioria popular, para governar por mais quatro anos com autenticidade e estabilidade.
(*) Governador do Rio Grande do Sul
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sábado, 30 de novembro de 2013

E agora Barbosa?

Estadão também abandona Barbosa e já coloca em dúvida a culpabilidade de Pizzolato


Depois da TV Globo, chegou a vez do jornal Estadão procurar salvar a própria pele e jogar o ministro Joaquim Barbosa ao mar, no julgamento do julgamento do "mensalão".

Nas redações dos jornalões, estão todos preocupadíssimos com um dossiê que Henrique Pizzolato disse que irá divulgar e que prova com documentos sua inocência em várias acusações infundadas e que não houve dinheiro nenhum desviado para o PT do Banco do Brasil.

Estes documentos tem conteúdo suficiente para anular o julgamento de Pizzolato, Dirceu, Genoino e Delúbio, pelo menos em boa parte das sentenças. 

E Globo e Estadão querem reduzir danos em sua culpa na campanha que fizeram pela condenação de inocentes, e querem empurrar toda a lambança apenas para o STF e para o ex-Procurador Geral da República.

Estes jornalões estão numa sinuca de bico. A esta altura nem podem querer dizer que estariam tendo acesso a novas informações, porque já foram publicadas há um ano na revista Retrato do Brasil em reportagens do jornalista Raimundo Pereira. E já foi divulgado em vários blogues independentes. Globo, Estadão, Folha, Veja e Época ignoraram. Agora passam o vexame de serem "os últimos a contar para seus leitores e telespectadores", com um ano de atraso. 

O Estadão começa publicando o vídeo postado no dia 20 pelo blogueiro Miguel do Rosário, do blog "O Cafezinho", com a fala do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em uma reunião com militantes do PT em São Paulo, explicando as injustiças que recaíram sobre ele e esclarecendo que tem tudo documentado e foi ignorado pelo STF.

O jornalismo do Estadão é tão ridículo que escreve "Não é possível saber com exatidão em que momento o episódio ocorreu", referindo-se à uma reunião aberta ao público e convocada por dirigentes petistas. O senador Suplicy (PT-SP) estava lá. Se o jornalão "comeu mosca" na época, seria só perguntá-lo. O fato é que o vídeo original foi gravado e divulgado no início deste ano. Esta versão abaixo, um pouco mais extensa do que a postada por Miguel do Rosário, foi publicada de 25 de fevereiro de 2013. Que vexame para o Estadão só tomar conhecimento oito meses depois.

PSDB, apavorado com as aparições de seus esquemas.

Xiiii...Quem deve, teme? 

Aécio Neves e toda a cúpula do PSDB piscou e passou recibo. As investigações do propinão tucano nos trens do Alckmin parecem que acertaram em cheio.

A tucanada convocou a imprensa para um coletiva. Em vez de oferecerem seus sigilos bancários e fiscais para averiguação pelos órgãos de controle, resolveram tentar dar o surrado golpe político do dossiê preventivo.
Explico: toda vez que os tucanos são pegos com a boca na botija em escândalos de corrupção, eles inventam que quem investiga faz dossiê, para impedir as investigações de continuarem, e para transformarem os investigadores em acusados.

O golpe colou em parte em 2006. Quando as investigações do esquema sanguessuga das ambulâncias superfaturadas começou a apontar para os tucanos José Serra e Barjas Negri, os irmãos Vedoin teriam oferecido um dossiê para vender. Petistas teriam caído na armadilha ao irem ver o tal dossiê. Daí por diante, em vez de falar no superfaturamento das ambulâncias durante a gestão Serra e Barjas Negri no ministério da Saúde, só se falou no tal dossiê. Esse golpe do dossiê em 2006 colou em São Paulo, onde Serra foi eleito governador, mas não colou no Brasil, onde Alckmin perdeu para Lula.

Em 2010, a história se repetiu. José Serra, em campanha, era cobrado pela blogosfera a explicar operações de sua filha e genro em paraísos fiscais com empresas como a Decidir.com. Também era cobrado sobre a conta "tucano" no exterior que já havia sido noticiada na época do escândalo do Banestado, além de negócios com a irmã de Daniel Dantas e vários outros escândalos da privataria tucana que foram engavetados. Eram informações de domínio público, já noticiada no fim do governo FHC. Em paralelo havia uma guerra tucana de dossiês entre a turma do Serra e a turma do Aécio, durante o ano de 2009. Com Aécio se recolhendo à candidato ao Senado por Minas, a guerra acabou, mas Serra, querendo abafar o assunto da privataria tucana na blogosfera, resolveu aplicar o golpe do dossiê usando lambanças feitas pelo pessoal aecista como se fossem de petistas. Também não colou, porque a Receita Federal e Polícia Federal identificou quem quebrou sigilos fiscais com transparência, e o povo não aceitou o Serra querer se passar por vítima em vez de responder pelos escândalos de corrupção da Privataria Tucana.

Agora é a vez de Aécio tentar neutralizar as investigações do propinão tucano da Alstom e da Siemens quando as investigações aproximam-se da cúpula tucana, acusando quem cumpre o dever de investigar de fazer dossiê político. Me parece um tiro no pé. O povo quer investigações com transparência, não quer saber de político poderoso se fazendo de vítima de dossiê para ficar blindado e engavetar a corrupção tucana no Metrô e na CPTM.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mais uma do Papa Francisco - Será que ele emplaca as reformas?

Papa pede 'reforma ética' e propõe a descentralização da Igreja

Francisco divulgou projeto que pode ser a maior reforma no Vaticano nos últimos 50 anos

O papa Francisco divulgou nesta terça-feira (26) um projeto que pode ser a maior reforma a ser feita no Vaticano nos últimos 50 anos. O documento, uma exortação apostólica sobre evangelização, com 200 páginas e intitulada "Evangelii Gaudium", foi apresentado por ocasião da conclusão do Ano da .
Na carta, Francisco aborda a situação econômica mundial e pede "uma reforma financeira que não ignore a ética" e uma "vigorosa mudança de comportamento por parte dos dirigentes políticos". "O dinheiro deve servir, e não governar", criticou o Pontífice.
Sobre a questão religiosa, ele também propõe uma "descentralização da Igreja" e convida a todos "a uma nova etapa de evangelização", marcada pela abertura da Igreja Católica aos fiéis e pela aceitação de diferentes práticas do catolicismo.
Papa defende a aceitação de diferentes práticas do catolicismo
Papa defende a aceitação de diferentes práticas do catolicismo
"O cristianismo não dispõe de um únicomodelo cultural e o rosto da Igreja é multiforme", escreveu. "Não podemos esperar que todos os povos, para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adotadas pelos povos europeus num determinado momento da história", defendeu.
Em um trecho do documento, o Papa também lançou críticas aos padres e sacerdotes que se "sentem superiores" e não praticam a caridade, afirmando que eles devem evitar as "tentações" do individualismo. Ele sinalou ainda para possíveis lutas da própria Igreja Católica. "Dentro do povo de Deus, quantas guerras", lamentou o Papa. "A quem queremos evangelizar com estes comportamentos?", questionou.
O próprio Francisco deu sinais de que estaria disposto a integrar a reforma, mudando tradições do papado. Segundo ele, sua principal meta é uma "conversão do papado para que seja mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades atuais da evangelização".  "Nesta renovação, não se deve ter medo de rever costumes da Igreja que não são diretamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos mais profundamente enraizados ao longo da história", ressaltou.
Francisco, porém, defendeu a posição da Igreja Católica em relação ao aborto, dizendo que a proteção dos fetos está "intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano", e não faz parte de "nada ideológico, obscurantista e conservador". A exortação apostólica de Francisco é forte, potente e pragmática, com tons de espiritualidade e humanidade. Segundo especialistas, o documento deve ser visto como um tipo de manifesto do Pontificado de Jorge Mario Bergoglio. www.jb.com.br
 

Cartel do PSDB


Cartel no metrô de SP: Cardozo afirma que PSDB não o intimida    


Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro


“Querem criar uma situação contra quem cumpre a lei, e acusá-lo, para tirar o foco de uma investigação séria. E se alguém pensa que vai intimidar o Ministério da Justiça e a a Polícia Federal, vamos é continuar cumprindo, como eu cumpro, a lei que determina investigação criteriosa e imparcial”. A afirmação foi feita pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, depois da cerimônia de premiação do Prêmio Innovare, nesta quinta-feira (28/11), ao responder a perguntas sobre as representações do PSDB à Comissão de Ética Pública da Presidência da República e ao Ministério Público Federal. 
O partido oposicionista quer a demissão do ministro por ter recebido e repassado, diretamente à PF – e não à PGR – um dossiê sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo as empresas Siemens e Alstom em obras do metrô de São Paulo, durante os governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

"Vamos é continuar cumprindo, como eu cumpro, a lei que determina investigação criteriosa e imparcial”, disse Cardozo
"Vamos é continuar cumprindo, como eu cumpro, a lei que determina investigação criteriosa e imparcial”, disse Cardozo

Campanha
O ministro Eduardo Cardozo considera “lamentável que queiram transformar quem cumpre a lei em réu, apenas pelo fato de que existe uma investigação, que, obviamente, existe desde 2008”. E acrescentou: “A maior parte dos países em que houve esse tipo de escândalo já investigou e já puniu as pessoas envolvidas. (Neste ponto) o Brasil ainda caminha lentamente. Pedi à Polícia Federal que apurasse. Recebi uma denúncia, e pedi que se avaliasse, nada mais do que isso. Este é o papel de qualquer ministro da Justiça que não quer ser um engavetador como já houve no passado”.
A questão ficou mais complicada depois que parlamentares do PSDB denunciaram que o dossiê repassado pelo ministro da Justiça à PF continha nomes inexistentes na versão inicial. E que a versão feita do inglês para o português de um dos documentos incluiu o nome do partido oposicionista, que não consta do original.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Aliados de Barbosa podem lhe virar as costas.



MENSALÃO

Globo dá sinais de que, se farsa ruir, Barbosa é quem vai pagar a conta

Jornal Nacional denuncia que 'escolhido' pode ter fugido do controle
por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2013 12:24, última modificação 25/11/2013
NELSON JR / STF
Joaquim Barbosa.jpg
Barbosa pode ver aliados virarem as costas, enquanto o processo do mensalão vai sendo desmoralizado
Conquistada a condenação dos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão, a Globo agora quer transferir o ônus do golpismo para o STF, mais especificamente para Joaquim Barbosa. Não parece ser por virtude, mas por esperteza, que William Bonner passou um minuto no Jornal Nacional de  quarta-feira (20) lendo a notícia: "Divulgada nota de repúdio contra decisão de Joaquim Barbosa".
O manifesto é assinado por juristas, advogados, lideranças políticas e sociais repudiando ilegalidades nas prisões dos réus do mensalão efetuadas durante o feriado da Proclamação da República, com o ministro Joaquim Barbosa emitindo carta de sentença só 48 horas depois das ordens de prisão.
O locutor completou: "O manifesto ainda levanta dúvidas sobre o preparo ou boa-fé do ministro Joaquim Barbosa, e diz que o Supremo precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente".
A TV Globo nunca divulgou antes outros manifestos em apoio aos réus, muito menos criticando Joaquim Barbosa, tampouco deu atenção a reclamações de abusos e erros grotescos cometidos no julgamento. Pelo contrário, endossou e encorajou verdadeiros linchamentos. Por que, então, divulgar esse manifesto, agora?
É o jogo político, que a Globo, bem ou mal, sabe jogar, e Joaquim Barbosa, calouro na política, não. E quem ainda não entendeu que esse julgamento foi político do começo ao fim precisa voltar ao be-a-bá da política. O PT tinha um acerto de contas a fazer com a questão do caixa dois, mas parava por aí no que diz respeito aos petistas, pois tiveram suas vidas devassadas por adversários, que nada encontraram. O resto foi um golpe político, que falhou eleitoralmente, e transformou-se numa das maiores lambanças jurídicas já produzidas numa corte que deveria ser suprema.
A Globo precisava das cabeças de Dirceu e Genoino porque, se fossem absolvidos, sofreria a mesma derrota e o mesmo desgaste que sofreu para Leonel Brizola em 1982 no caso Proconsult, e o STF estaria endossando para a sociedade a tese da conspiração golpista perpetrada pela mídia oposicionista ao atual governo federal.
A emissora sabe dos bastidores, conhece a inocência de muitos condenados, sabe da inexistência de crimes atribuídos injustamente, e sabe que haverá uma reviravolta aos poucos, inclusive com apoios internacionais. A Globo sabe o que é uma novela e conhece os próximos capítulos desta que ela também é protagonista.
Hoje, em tempos de internet, as verdades desconhecidas do grande público não estão apenas nas gavetas da Rede Globo, como acontecia na ditadura, para serem publicadas somente quando os interesses empresariais de seus donos não fossem afetados. As verdades sobre o mensalão já estão escancaradas e estão sendo disseminadas nas redes sociais. A Globo, o STF e Joaquim Barbosa têm um encontro marcado com essas verdades. E a emissora já sinaliza que, se ela noticiou coisas "erradas", a culpa será atribuída aos "erros" de Joaquim Barbosa e do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Joaquim Barbosa, homem culto, deve conhecer a história de Mefistófeles de Goethe, a parábola do homem que entregou a alma ao demônio por ambições pessoais imediatas. Uma metáfora parecida parece haver na sua relação com a TV Globo. Mas a emissora parece que está cobrando a entrega antes do imaginado.

Ex-prefeito de Nova Iguaçu afirma que pretende virar jogo da política do PMDB no Rio e governar para os mais pobres.

Lindbergh Farias: ‘Eu liderei passeatas sem quebrar nada’

ROZANE MONTEIRO
Rio - Durante reunião em Cabo Frio na quinta-feira, o ex-cara-pintada Lindbergh Farias precisou de óculos para ler. “Vista cansada”, explicou o senador, que faz 44 anos mês que vem, mas mantém a ‘carapintadice’ ao tripudiar de um dos adversários em 2014, Anthony Garotinho (PR).
Abraçado a uma política de São João da Barra, o ex-prefeito de Nova Iguaçu animou a plateia ao gritar: “Vamos derrotar Garotinho na terra dele!” Prazer maior, só quando critica o governador Sérgio Cabral. Aos black blocs, o quarentão lembra que sua turma derrubou presidente com passeatas pacíficas.

Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia

ODIA: O sr. teme que a nacional do PT lhe peça para desistir da candidatura para deixar o vice-governador Luiz Fernando Pezão ser o único candidato da aliança PT-PMDB?
LINDBERGH FARIAS : De jeito nenhum, esse assunto está superado. O Rui Falcão (presidente nacional do PT) veio ao Rio e comunicou a toda a imprensa que a nossa candidatura é um fato. Só me impressiona o PMDB insistir tanto na retirada do meu nome. Isso não é demonstração de força, parece demonstração de fraqueza. Por que querem me tirar do jogo? Eles têm que confiar no trabalho deles. Se eles perdessem menos tempo falando de mim e mais falando das propostas deles seria muito melhor.

Como o sr. vai provar que é diferente de Pezão?
O PMDB no Rio, ao contrário do que o PT fez nacionalmente, governou para uma minoria, para as elites. E nós queremos inverter isso como o Lula fez do ponto de vista nacional. Essa é a diferença que nós temos com o PMDB: queremos fazer um governo que vai cuidar dos mais pobres, da vida do trabalhador. O governo está concentrando os investimentos, os melhores serviços e as políticas públicas nas áreas mais ricas. É como se o estado fosse um Robin Hood às avessas. O Robin Hood tirava dos ricos para os pobres, aqui é ao contrário: tira dos pobres para colocar nas áreas ricas.
Há pelo menos quatro pré-candidatos que seriam, naturalmente, palanque para a presidenta Dilma Rousseff — o sr., Pezão, Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB). Se a eleição fosse hoje, o sr. acha que a presidenta subiria em todos os palanques ou em nenhum?
Eu soube que o Rui Falcão diz que agora é o seguinte: a Dilma vai (aos estados em campanha) e todos os candidatos sobem no palanque. Isso no Rio não vai dar certo. O Garotinho vai xingar o Cabral... (risos). Acho melhor ela ir separado ou não ir no de ninguém. Aqui não dá para juntar todo mundo no mesmo palanque com ela junto.

Algum dos pré-candidatos poderia ser seu vice?
Quero construir minha candidatura como um alternativa ao que está aí, que é o PMDB, e ao retrocesso, que é o Garotinho. Há outros nomes que estão sendo lançados: Jandira Feghali (PCdoB), Crivella, José Gomes Temporão (PSB), Romário (PSB), Miro Teixeira (Pros), Pedro Fernandes (Solidariedade).
Essa turma aqui eu acho que tem que ter muito diálogo. Se não for possível se juntar no primeiro turno, tem que ir dialogando para juntar no segundo turno. Alguns vão se juntar nesse campo e espero trabalhar para tentar unificar um setor mais amplo. Esses fazem parte do que considero meu campo, um campo popular, uma frente popular no estado.

O sr. acha que Pezão vai para o segundo turno?
Não sei. Ele vai ter dificuldades porque o governo Cabral está muito mal avaliado. Eu não conheço nenhum caso na história em que um governador com 15% de “ótimo” e “bom” e quase 50% de “ruim” e “péssimo” tenha eleito seu sucessor. Mas temos um quadro de muitas candidaturas ainda. Vai haver um processo de aproximação. Volto a dizer: quero muito conversar com Crivella, Miro, Temporão, Romário, Jandira, PDT... É um campo em que nós tempos perfis parecidos. Se conseguir juntar, ótimo. Se não conseguir, tem um canal de diálogo, de conversa, para mais à frente estarmos juntos.

A ideia é não atacá-los?
Esses aqui não vou atacar.

O sr. acha que vai para o segundo turno?
Tenho certeza absoluta. E acho que vou ganhar a eleição.

Seus adversários costumam dizer que o sr. tem pendências jurídicas que podem impedi-lo de ser candidato. O que o sr. tem a dizer sobre isso?
O PMDB sempre usou a força que tinha na Justiça do Rio para tentar me inviabilizar, porque queriam me tirar do jogo. Sabe por que não vão me tirar? Por que eu, diferentemente deles, não sou patrimonialista. Não tenho que explicar casas, mansões. Quem tem são eles, e eu não sou como eles. Agora, vamos aos fatos.
De todos os candidatos, sabe quem tem condenação na Justiça? Pezão, que foi condenado por superfaturamento de compra de ambulâncias. E Garotinho, que foi condenado por formação de quadrilha. Eu nunca tive uma condenação e nem vou ter. Quem é que pode ficar inelegível? Pezão e Garotinho.

Como o sr. avalia a atual política de Segurança?
Primeiro, eu defendo a UPP, ou seja, uma ocupação definitiva. Não pode ter comunidade com o tráfico dominando uma área inteira. Agora, não tem que entrar só polícia, tem que entrar escola de horário integral, cursos técnicos profissionalizantes, atividades culturais... Isso não entrou. No meu governo vai entrar. A segunda coisa é que tem que ter um equilíbrio maior. Tem que se olhar para a Baixada, para o interior. Houve uma ocupação em algumas áreas do Rio e houve uma migração de bandidos para outras áreas. Não dá para ter uma política para as áreas ditas mais ricas e outra política para outras áreas.

Sua principal bandeira?
Terei como carro-chefe da campanha a bandeira da Educação. Eu quero espalhar escolas técnicas pelo estado, quero preparar a juventude para conseguir esses empregos que vão surgir a partir do Leilão do Campo de Libra. Essa é a grande virada que vou dar. Eu posso olhar para o professor e dizer com clareza que no nosso governo não vamos tratar professor com polícia. Vamos tratar professor com negociação.

Como sua PM trataria os professores num protesto?
A minha PM vai ter uma ordem: professor tem que ser respeitado. Ninguém bate, ninguém joga spray de pimenta, ninguém dá cacetada em professor. Isso é um desrespeito com o professor, com as crianças e com a nossa Educação. O professor vai ter sempre um espaço para eu receber.

Qual sua avaliação dos confrontos da PM com os black blocs?
Depredação de patrimônio público não pode acontecer. Eu acho uma pena porque o movimento tinha muita gente nas ruas. Quando começa a quebrar, o movimento perde força. Nós afastamos um presidente da República, na época do impeachment (de Fernando Collor de Mello). Eu liderei passeatas de um milhão de pessoas sem quebrar nada. Esse método deles está completamente errado. Agora, a polícia errou muito.
Está faltando autoridade do governador, ele está sem legitimidade. E a polícia passou do ponto naquelas primeiras passeatas, agredindo gente que não tinha nada a ver com quem estava depredando. Houve um bocado de armação, de jogo sujo. A polícia tem que ser reta. Não defendo quem depreda. Quem depreda tem que ser preso. Agora, foi de um despreparo impressionante da polícia e do chefe maior, o governador.

Como a sua PM reagiria?
Está faltando conciliação. Eu não teria colocado essa turma toda, essa juventude com esse ódio. Eu teria chamado, teria conversado. Faltou isso, (Cabral) se escondeu. Hoje, o Rio precisa de alguém que tenha a capacidade de pacificar o estado, de conversar, mas ao mesmo tempo de ser firme. Ninguém quer depredação, mas a condução toda foi errada.

Por que os protestos que começaram em junho no país não ainda não pararam no Rio?
Na hora em que o movimento estava parando, houve a agressão aos professores. Isso chocou o Rio.

Há quem diga que o sr. é “ansioso”. O sr. se considera um homem ansioso?
Sou um cara determinado e tive coragem. Se não tivesse tido coragem de enfrentar esse pessoal que está no poder, que acha que manda nesse estado, eu não teria sido prefeito em Nova Iguaçu. Tem uma turma que me chama de “ansioso” porque não tem coragem, e eu acho que vou ser governador porque tenho esse espírito que você diz que é de “ansioso”, mas que eu digo que é de coragem, de enfrentamento.

Mas tem aliado que também chama o sr. de “ansioso” e diz que o sr. “não consegue ficar calado”.
(Risos) Mas como ficar calado? Se eu ficasse calado eu estava morto. Eu não paro! Eu quero rodar 24 horas! Eu estou o tempo todo articulando! Chamam isso de ansiedade? Que seja! Mas eu tenho que ser assim para ganhar o governo do estado!

Fonte: Jornal O Dia / blog. www.englucianosilveira.blogspot.com

Circuito de Negócios e Beleza Étnica é lançado em São Pedro da Aldeia.

Eventos sobre a Consciência Negra continuam na cidade.

Evento terá a presença do presidente da ANTAB
Uma parceria vai transformar São Pedro da Aldeia na cidade sede de todas as ações na área étnica entre Brasil e África. Logo mais às 20h, a Associação Nacional de Turismo da África Brasil (ANTAB) em conjunto com a Prefeitura de São Pedro lançará o Circuito de Negócios e Beleza Étnica. O evento de lançamento acontece nesta quarta-feira (27), com um grande evento no Teatro Municipal de São Pedro e sarau musical na Casa de Cultura José Geraldo da Conceição Caú.


O evento vai contar com a presença do Presidente da ANTAB, Francisco Silvino, além de outras autoridades. Com a iniciativa, o município espera alavancar o planejamento na área de turístico e negócios, como ressaltou um dos diretores da Empresa Mr. B, que está organizando o Evento, Jardel Beirão.

O estímulo à formação profissional, por meio de cursos de capacitação de cortes étnicos, também é o foco da iniciativa. E, por isso, o evento também traz a formatura da primeira turma do curdso de capacitação em cortes 3D pelo curso SintaCluns.

A programação conta com apresentação de Danças Étnicas, demonstração de penteados e cortes de cabelos, além do desfile Beleza Ética da Cidade com modelos adultos e infantis.
O evento desta quarta está marcado para às 20h no Teatro Municipal.
fonte: http://reporterrenatacristiane.blogspot.com.br/                                                  

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial!

Hoje Dia Internacional contra a Discriminação Racial.  Num momento em que vivemos ataques raciais diários em nosso país e em todo mundo...